Robert Merton

Robert King Merton, nasceu com o nome de Meyer R. Schkolnick em Philadelphia. Foi um sociólogo americano, importante teórico da burocracia, da sociologia da ciência e da comunicação de massa.

Robert Merton

Robert Merton

Merton desenvolveu também os quatro imperativos institucionais, conhecidos pelo acrónimo CUDOS. Trata-se de um conjunto de ideais que, segundo Merton, devem fundamentar os objetivos e métodos da ciência e que compõem o ethos científico:

  • Comunalismo – a propriedade comum das descobertas científicas.
  • Universalismo – critérios universais de verdade (não baseados raça, classe, género, religião ou nacionalidade).
  • Desinteresse – a acção do cientista não deve ser movida por interesse próprio
  • Cepticismo organizado – todas as ideias devem ser testadas e submetidas ao rigoroso escrutínio da comunidade

Em 1994, Merton afirmou que, graças às bibliotecas, escolas e orquestras a que tinha tido acesso, sua juventude o tinha preparado bem para o que denominava uma vida de estudo.

Grande parte de sua vida profissional foi passada na Universidade de Columbia onde, juntamente com seu colaborador durante 35 anos, Lazarsfeld, desenvolveu o Departamento de Pesquisa Social Aplicada, quando tiveram origem os primeiros grupos focais.

Durante os últimos anos de sua vida, enquanto lutava e vencia seis diferentes cancros, a sua editora italiana, Il Mulino, convenceu-o a autorizá-la a publicar seus escritos sobre a serendipidade como livro. Poucos dias  antes de sua morte, a sua esposa, a socióloga  Zuckerman, recebeu a notícia de que a Princeton University Press havia aprovado a publicação da versão inglesa, com o título The Travels and Adventures of Serendipity.

Merton foi considerado de pioneiro na sociologia da ciência explorando o modo como os cientistas se comportam e o que os motiva, recompensa e intimida. Ao expor seu ethos da ciência em 1942, substituiu as concepções estereotipadas que haviam representado por muito tempo os cientistas como génios excêntricos, em grande parte incontidos por regras ou normas.

Com frequência, apresentava as suas observações em frases claras, nas quais combinava originalidade com aparente simplicidade. Eugene Garfield, um cientista da informação, escreveu que grande parte do trabalho de Merton era “de tão transparente verdade que não se consegue imaginar por que ninguém mais se deu ao trabalho de chamar a atenção para o assunto”

O efeito São Mateus,  “porque a todo aquele que tem, será dado e dado em abundância; ao passo que ao que não tem, ainda o que tem lhe será tirado” Mt XXV, 29, Merton queria retratar a interligação entre a produção e o financiamento/investigação.

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