Open Access (OA)

Open Access surge como uma estratégia para solucionar os problemas de preço e acesso em interacção com o Auto arquivo, parte essencial na criação de título em open acess. Este permite pesquisar e recuperar a informação desejada em qualquer lugar, ou seja, independentemente do sítio que esta se encontre. Existem duas teorias sobre o modo de como se pode publicar em open access:

  • Via Dourada– as revistas cientificas que tornam os artigos acessíveis no momento da sua publicação.

 

  • Via Verde– os autores que tornam os seus trabalhos totalmente acessíveis, realizando uma cópia e posteriormente colocando-a num repositório

 

A possibilidade de publicar os textos em formato electrónico e o acesso a esses, resultou numa série de iniciativas que promovem o Open Access.

Em 1998 foi criado o SPARC (Scholarly Publishing and Academic Resources Coalition) pela Association of Research Libraries (ARL),  através de uma aliança entre várias Universidades, Bibliotecas e Organizações de Pesquisa, com o objectivo de corrigir os desequilíbrios no sistema de publicação, mais tarde no ano 2003, estimula a criação de novos sistemas, mais rápidos e economicamente sustentáveis.

Em 2002 foi lançada a primeira declaração publica de Open Access, BOAI- Budapest Open Access Initiative, que visava a sensibilização para o livre acesso  de artigos científicos. Nesta declaração foram abordados diversos tópicos, nomeadamente o desenvolvimento de modelos e planos para auto arquivo em open access, desenvolvimento de softwares para a publicação em open access, entre outros. Nesta declaração, foi também publicada pela primeira vez uma definição de Open Access: “Disponibilização livre na Internet, permitindo a qualquer utilizador ler, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar , os textos completos de artigos, indexa-los, passá-los como dados para software ou utilizá-los para qualquer outro propósito legal, sem barreiras financeiras, legais ou técnicas que não sejam inseparáveis de acesso à internet em si. A única restrição sobre a reprodução e distribuição é o papel dos direitos autorais nesse domínio, dar aos autores o controle sobre a integridade de seu trabalho e o direito de ser devidamente reconhecido e citado.”

Em 2003 foi publicada a segunda declaração sobre o Open Access, Berlin Declaration on Open Access to Knowledge in the Sciences and Humanities, vai reforçar a ideia de libertar o conhecimento das barreiras financeiras dos editores, ou seja, promove medidas adicionais para estimular o desenvolvimento do open access por parte dos autores, afirmando: “O acesso livre requer o empenho activo de todo e qualquer individuo que produza conhecimento científico, ou seja, que seja detentor de património cultural.” Essas contribuições devem de favorecer duas condições:

1º ”(…) conceder a todos os utilizadores o direito gratuito, irrevogável e mundial de lhes aceder, e uma licença para copiar, usar, distribuir, transmitir e exibir o trabalho publicamente (…), bem como o direito de fazer um pequeno número de cópias impressas para seu uso pessoal”.

            2º” Uma versão completa da obra (…) é depositada num formato eletrónico normalizado e apropriado em pelo menos um repositório que utilize normas técnicas adequadas (…) que pretenda promover o acesso livre, a distribuição irrestrita, a interoperabilidade e o arquivo a longo prazo.” 

 

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